quinta-feira, junho 20


Num sei, só sei que foi assim

-Chico - O auto da compadecida


Valorize teu namorado, tua namorada, tua mulher, teu marido, teu parceiro, aquele que vive contigo, que sempre está do seu lado, que tu prometeste amar até os confins da terra ou a morte chamar, pois se não fizeres isso, outra pessoa o fará.

-Claudio Amarante

Mídia social pode ser perigoso. 
Cuidado com a piedade em público e apatia privada.

-Josemar Bessa.

terça-feira, junho 18

Não se deixe enganar

Todos tem direito a manifestações públicas de desagrado ao governo. Ficar criticando aqueles que vaiaram a presidenta Dilma na abertura da Copa das Confederações porque supostamente são da classe média e portanto, não tem do que reclamar, é argumento tipicamente PTralha, que desconhece ou faz vista grossa aos escandalosos mensaleiros que roubaram os cofres públicos nos últimos anos para se perpetuarem no poder.
Não importa se rico ou pobre, se estudante ou não, o que vale é cada um fazer ouvir a sua indignação, pois de uma maneira ou de outra, quem está no governo, e portanto deixa de ser oposição, sempre dá um jeitinho para atender os interesses de quem lhes ajudou a estar lá, que financiaram suas campanhas. Basta ter um pouco de inteligência e informação que sabemos muito bem quem são eles, banqueiros, construtoras e multinacionais.
A indústria da seca se perpetua há décadas, cada vez mais cidadãos estão a perecer nos corredores dos hospitais, as escolas estão caindo aos pedaços, bandido manda mais de dentro da cadeia do que o policial ordena fora, as rodovias estão intransitáveis, os portos abarrotados, os metrôs lotados,e por aí vai.
Agora dizer que a presidenta diminui este ou aquele imposto para incentivar o consumo, que está procurando (sic) melhorar a educação e a saúde, nada mais é do que dever do Estado e não um favor que este nos faz. Me corrijam se estiver errado.
As vaias nos estádios e os protestos nas ruas com certeza estão servindo para dar um recado a quem está no poder e faz de tudo para nele ficar. Logo saberemos as consequências disto tudo.
-Claudio Amarante

Fundamentalismo

O fundamentalismo, seja ele político, religioso ou ideológico, aliena de tal maneira as pessoas que elas não pensam mais por si próprias. Acreditam piedosamente que tão somente seu ponto de vista é o correto e que portanto detém todas as respostas para as mazelas do ser humano. Impor um modus operandi as custas do livre pensar é uma afronta a inteligência humana.
Governos ainda estão nas mãos de pessoas e por mais símbolos religiosos que estes podem ter, ainda assim serão falhos, por vezes injustos. Basta olhar para a história recente dos EUA no que tange a segregação racial, praticada numa região predominantemente evangélica e que precisou ser contestada por um pastor, Martin Luther King, defensor não de uma religião, mas dos direitos civis e da dignidade humana, sem distinção de credo, raça ou cor.
Afirmar portanto, que somente se esta ideologia ou tal religião for adotada pelo país, então nossos males serão resolvidos, soa no mínimo questionável, para não dizer irresponsável.

-Claudio Amarante

Manifestações Sociais

Sobre os protestos em relação ao aumento da passagem de ônibus, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma breve palavra, posto que muito já se escreveu e se publicou em relação ao tema.
Não duvido quanto da legitimidade das manifestações, pois somos extorquidos diariamente pelos impostos absurdos que pagamos desde comprar um pão até importar um produto eletrônico de nossa preferência. É necessário mesmo levantar a voz e sair as ruas em protesto contra todo este sistema político que nos priva de uma rede de saúde digna, de uma segurança eficiente e de um plano de governo sustentável e não assistencialista. Contudo essas manifestações devem ser zelosas da ordem pública, posto ser inadmissível a pichação, a quebradeira de lojas e vitrines, o impedimento do direito de ir e vir do cidadão brasileiro.
Há de se ter cautela em não usar da violência para revidar atos violentos praticados pela polícia. Para tanto, me inspiro nos movimentos sociais de Luther King, do uso da não violência ante a barbárie e poder do Estado para tentar conter as manifestações contra a segregação racial em seu país.
É importante entender que, conquanto o movimento tenha seus motivos legais, nele por vezes surgem pessoas cujas motivações são questionáveis. Estão ali a mando de segmentos políticos que querem atingir quem governa e para tanto, utilizam os próprios manifestantes para alcançarem seus objetivos. A maioria dos estudantes deve evitar ser massa de manobra dessas pessoas.
Não obstante, é sabido que a polícia, através de seus serviços de inteligência infiltram agentes no meio desses movimentos para identificar os líderes e prender quem porventura entendem ser um risco a ordem social. Vale lembrar que da mesma maneira, esses mesmos agentes incitam a turba a ofender e atacar a própria polícia ou perturbar a ordem com a finalidade de jogar a opinião pública contra os manifestantes, tática essa bem conhecida desde os tempos da ditadura.
Caso o movimento Passe Livre consiga êxito em suas reivindicações, com a revogação do aumento da passagem, é necessário saber como o governo lidará com a questão, pois se este acabar subsidiando as passagens, o dinheiro virá, de uma maneira ou de outra, dos cofres públicos. Em outras palavras, novamente seremos nós, com nossos impostos que pagaremos a passagem, seja com aumento de outros impostos ou o desvio de dinheiro público de um setor para resolver este problema. Seria mais sensato se os nobres colegas parlamentares diminuíssem os cargos de assessores e reduzissem os seus salários para tal finalidade. Mas para que isso ocorra, teríamos que ir as ruas novamente.


-Claudio Amarante

O Brasil construiu um estadio de 1º mundo .. 

Agora só falta construir um País em volta dele !

sexta-feira, junho 14

Sexualidade Fast Food

Havia algum tempo que pretendia escrever algo a respeito daquilo que denomino sexualidade fast food. Provavelmente alguém já cunhou o termo, pois ineditismo na internet é raro. Por isso, parto do princípio que todos conhecem o termo fast food, literalmente comida rápida.
O que motivou-me foram vários relatos de adolescentes em torno de 12 a 14 anos excessivamente preocupadas com temas relacionados ao sexo, seja questões envolvendo virgindade, pílula, masturbação, como esquentar um relacionamento, como fazer preliminares fodásticas e por aí vai.
Impossível eu não fazer comparações com o tempo em que namorava. Alias continuo namorando, embora de uma maneira diferente. Mas de lá para cá já se passaram cerca de 15 anos, e você vai me dizer que os tempos são outros agora. Sim, infelizmente os tempos são outros. Pois no meu tempo, namorar não significava necessariamente transar, e sim se conhecer, se curtir, numa boa. Namorar era sair junto com os amigos sem deixar de ter um tempo para nós. Era ver filmes juntos, abraçados, sem ter que acabar numa cama a sessão de cinema. Namorar era saber esperar contra o tempo entendendo que no tempo certo as coisas aconteceriam, sem as pressas e pressões do grupo ou da mídia. Era o nosso tempo.
Sexualidade fast fodd é para ontem. Vou na balada, bebo, conheço, transo… logo esqueço. É não dar a oportunidade de se conhecerem intimamente numa relação que vai amadurecendo com o tempo. Tem gurias que me escrevem dizendo que namoram há 4 meses e já estão preocupadas em como satisfazer plenamente seus namoradinhos. Oras, eu estou casado há mais de 10 anos com minha mulher e sempre tem algo novo na relação sexual que vamos descobrindo. Que foi e está sendo diferente. É um contínuo aprendizado, não um prato feito que na primeira garfada já sabe todo o sabor da comida.
Esse tipo sexualidade gera seres ansiosos, eufóricos e por conseqüência frustados e decepcionados consigo mesmos por projetarem um alvo que por experiência é inatingível: o da plena realização sexual num curto espaço de tempo, isso dentro dos moldes que venho afirmando.
Precisamos cultivar mais os relacionamentos, investir tempo nas pequenas coisas da vida. Cultivar amizades sinceras, colher amores verdadeiros. Nesse processo, estudar faz parte, se formar também, investir numa profissão, se aperfeiçoar como ser humano e pensar no futuro como um objetivo de se obter uma vida melhor, do lado de quem se ama.
Se nesse meio encontrares alguém te faça sorrir, que te ame de verdade, ótimo. Mas não faça disso um fim em si mesmo, não viva apenas em função do sexo, ou de como ser melhor na cama, isso com certeza acabará tomando conta de tua mente e de tua alma. Teu corpo precisa estar subjugado a tua vontade e não o contrário. Fazendo assim te livrarás de muitos problemas.
Entendo que o momento é de descoberta, de confrontação e de contestação do sistema, de buscar novas experiências, afinal, várias mudanças estão a ocorrer em tua mente e em teu corpo, mas repito, foque naquilo que edifica e que te fará bem, tenha força e coragem para permanecer fiel aos teus valores, mesmo que seja contra a corrente imposta pela mídia.
Estamos nessa vida sempre aprendendo com nossos erros e acertos. Afinal não somos seres infalíveis, mas tem situações que não precisamos passar para saber que pode ser prejudicial a nós. Devemos de fato, sermos nesse mundo, simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.
Enfim, a você que me acompanhou até aqui, valorize-se como pessoa, continue a lutar pelos teus objetivos, procures alcançar e realizar os teus sonhos, sabendo que estamos juntos, na mesma jornada, por uma vida melhor.
Claudio Amarante
operegrino.tumblr.com

O Deus Que Conheço...


O Deus que conheço não é o mesmo que a maioria dos pastores pregam por aí. Não, ele não está interessado no dinheiro dos fiéis. Não aterroriza se o indivíduo vem a ele sem bem materiais. Não impinge nas pessoas uma culpa que elas não tem. Não faz chantagem emocional para conseguir angariar fundos para manter suas mega-igrejas ou para promover-se a custa dos dízimos e ofertas, aumentando assim seu próprio capital.
O Deus que eu conheço não acachapa a alma do ser já esmagado pela dureza da vida, nem apaga a última fagulha de esperança ante a desgraça humana. Não tem prazer na morte do ímpio, antes deseja que ele se arrependa de seus maus caminhos.
O Deus que conheço é mais misericordioso do que muitos que estão no púlpitos, com punho cerrados, vociferando juízos que se apontados para eles mesmos, não sobrariam nenhum. Este Deus não brinca, não flerta com o pecado, mas ama o pecador a tal ponto de dar o Seu Filho Unigênito para morrer em nosso favor.
Ele não faz acepção de pessoas, não vê como o homem vê, afinal o homem observa a aparência, as vaidades inerentes ao ser, mas Deus perscruta o coração do ser humano e sonda os seus caminhos. Diante dele todos nós somos iguais, não há judeu, nem grego, brasileiro ou norte-americano, aluno ou mestre, empregado ou empresário, pastor ou fiel, homem ou mulher, nenhuma forma de sexismo ou preconceito, pois todos nós estamos debaixo do mesmo céu, suscetíveis as mesmas coisas e dependentes da mesma Graça oferecida em Cristo Jesus.
O Deus que conheço não mora em templos feito por mãos humanas, não se exalta com as catedrais da fé, nem se impressiona com grandes templos milagreiros. Não são igrejas abarrotadas de pessoas em êxtase que lhe farão a diferença, pois tanto a música quanto futebol fazem o mesmo com as multidões em seus devidos palcos.
O Deus que eu conheço, por outro lado, é o mesmo Deus do qual o Senhor Jesus falou: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”. Portanto, procura aqueles que o buscam por ser o que Ele é, e não por aquilo que pode oferecer.
Esse é o Deus que eu conheço, o que estão anunciando por aí, na maioria das vezes, é apenas uma caricatura do orgulho e da soberba humana.
Simples assim.
Claudio Amarante
Passamos muito tempo tentando organizar o mundo. Fazemos relógios, calendários e tentamos prever o clima. Mas que parte da nossa vida está realmente sob nosso controle?

-72 Horas.


Em qualquer outra parte do mundo enxergamos revolucionários, rebeldes e mártires, aqui não enxergamos mais que desordens e badernas, estranhas à índole do brasileiro. Não se trata de uma patologia ou falha de caráter do indivíduo, mas de uma patologia social e da lenta construção do caráter de uma coletividade.

-Alberto Lins Caldas

quarta-feira, junho 12


Durante a nossa jornada temos inúmeras oportunidades para olharmos nos olhos da morte. Com o tempo, começamos a perceber que, no fundo, ela não é outra coisa senão um jeito diferente que a vida arruma para se vestir. Mas, ai, como costuma ser difícil lidar com as mudanças da nossa própria vida. Como é difícil assumir a morte das coisas, mesmo as mais moribundas, sobreviventes apenas pelos tubos do apego. Como é difícil arrumar os armários do próprio coração. Ter coragem para se desfazer daquilo que já não nos serve e sabemos que não irá mais nos servir. Crenças. Padrões. Expectativas. Auto-imagens.

-Ana Jácomo.

Só teremos uma sociedade mais justa, igualitária e tolerável, na medida em que aprendermos mais sobre o outro e consequentemente sobre nós mesmos.

-Claudio Amarante

Dia dos Namorados


terça-feira, junho 11

Deus é por você. Não “pode ser”, não “foi”, não “era”, não “seria”, mas “Deus é!”. Ele é por você. Hoje. Neste momento. Neste minuto. Enquanto você lê esta frase. Não é preciso esperar em uma fila ou voltar amanhã. Ele está com você. Ele não poderia estar mais perto do que está neste segundo. A lealdade de Deus não será maior se você for melhor nem menor se você for pior. Ele é por você.
— Max Lucado 

Comodismo

O comodismo é uma doença psicossocial terrível. Te causa inércia, apatia, alguns chamam isso de zona de conforto, eu diria que é preguiça, tanto física como mental, para não dizer vadiagem, falta de oportunidade na melhor das hipóteses.

-Claudio Amarante 

O Amor


Sim, conheço esse tal de amor. Sou plenamente realizado nele, o amor dos enamorados, dos apaixonados, dos casados. Mas para que seja hoje amor, ele já foi dor, senão seria qualquer outro sentimento, menos amor.

-Claudio Amarante

domingo, junho 9

Quero ser demitido!

Muitos são os direitos do trabalhador amparados na Constituição e na CLT, além de outras normas regulamentares que tornam a vida do indivíduo nas organizações mais justas e leais. Contudo, o cumprimento dessas normas é dever do empregador, sem omitir e nem acrescentar nada além do que é previsto em lei, sob pena de configurar vício de atitude e gerar um direito adquirido ao prestador de serviço.
O Governo, com a intenção de diminuir as demissões por justa causa ou por qualquer outro motivo, acaba acachapando as organizações com leis que dificultam a dispensa do trabalhador, senão vejamos. Caso eu queira demitir um empregado, sem justa causa, ele terá direito a todos os benefícios sobre salários, décimo-terceiro, férias, multas rescisórias, FGTS, seguro-desemprego e por aí vai. A norma mais recente diz que para cada ano completo que o trabalhador permanece na empresa, tem o direito de ser acrescentado, 3 dias no aviso prévio indenizado, que hoje é de 30 dias, o que daria 33 dias e assim sucessivamente.
Mas ao promover tal benesse, o Estado acaba incentivando a malandragem e má índole de algumas pessoas que se aproveitam da situação para extorquir as empresas as custas da lei. Explico… funcionário, contratado pelo regime da CLT, não mais satisfeito com o seu trabalho e com a organização, solicita a empresa que seja demitido, veja bem,ele não está pedindo a demissão, pois isso acarretaria na perca de alguns direitos como o saque do FGTS e da multa rescisória além de não receber o seguro-desemprego, por exemplo, mas sim, pede que a empresa o demita e desta forma receber todos os direitos que lhe cabem.
Geralmente as empresas não aceitam tal proposta, e o que se segue é um emblemático jogo de interesses, pois ambos querem perder a menor quantia de dinheiro nesse processo. Nesse ponto, surge o que se denomina “acordo”, ilegal sob todos os aspectos e imoral, pois se fundamenta no fato de que a empresa efetiva a demissão com a condição de que o empregado demitido devolva-lhe no mínimo as multas impostas, cabendo a este último o saldo devedor do FGTS e posteriormente o seguro desemprego.
Quando a empresa opta por não fazer o acordo e assim evita a ilegalidade, o que se sucede é uma situação no mínimo complicada Surgem duas situações:
Primeiro, ou ela aceita, e tem o direito de fazê-lo, o trabalhador em seu quadro de profissionais, mesmo que este não esteja mais interessado no emprego, mas continua nela por força do contrato de trabalho, e corre o risco desse trabalhador vir a causar algum dano ao patrimônio, ou que seria pior, a si mesmo ou a outrem. Em alguns casos o trabalhador procura “aprontar” para ser demitido, e dependendo da situação estará sujeito as penalidades da lei, podendo inclusive sofrer a demissão por justa causa.
Segundo, para evitar problemas que venham a prejudicar o clima organizacional da empresa, ou qualquer outro dolo, opta-se então pelo desligamento do colaborador, com todos os benefícios que este tem direito segundo o que preconiza a lei.
Sou favorável ao segundo desfecho, posto que um colaborador insatisfeito pode tomar atitudes impensadas que colocam em risco a integridade física das pessoas que estão ao seu redor ou provocar, como já disse, algum tipo de prejuízo material à organização. Ao demitir esse colaborador a empresa pode estar evitando outros problemas caso ele permaneça nela e fazendo um bem a si mesma.
Essa é apenas uma pequena dinâmica das relações interpessoais que ocorrem nas empresas. Todos querem saber de seus direitos, mas dos seus deveres poucos se interessam.
Claudio Amarante 

sábado, junho 8


O que te deixa preocupado? 
Para mim tem várias coisas, 
mas a ignorância de certas pessoas que acham que já sabem de tudo é uma delas.

-Claudio A.

Tanta gente querendo mudar o caos que o mundo se tornou não é? Esquecendo que o caos tá é dentro de nós. Tanta gente querendo diminuir a poluição, sendo que a maior poluição foi a que ocorreu no caráter do ser humano! Tanta gente na moda da “sustentabilidade”, porém que não sustenta o próprio coração. Mexer com a natureza é fácil, eu sei. Mexer com gente é desavença, eu sei.

-Sarah Rodrigues

Nietzsche para Estressados

EM UM ARTIGO DEDICADO à sincronicidade – a teoria das casualidades exposta por Jung –, existe uma citação de Ernesto Sábato para explicar que as coincidências têm mais a ver com a afinidade do que com uma obscura lógica da sorte. Vamos tomar como exemplo dois amigos que conviveram por muito tempo mas se separaram ao irem morar em países diferentes. Por mais estranho que pareça, eles terão grande possibilidade de se reencontrar em qualquer lugar do mundo que visitem. E isso acontece por uma razão muito simples: se eles têm gostos e hábitos parecidos, não é improvável escolherem viajar para a mesma cidade – Tóquio, por exemplo – na mesma época do ano. Uma vez ali, como os dois têm referências parecidas, irão aos mesmos lugares, no mesmo período do dia. Quando, após anos sem se ver, se encontram de repente em uma livraria para estrangeiros no bairro de Ginza, os dois dizem: “Que coincidência!” Mas, na verdade, não poderia ter sido de outra forma. Por outro lado, como diz Sábato, duas pessoas muito diferentes podem viver uma ao lado da outra e não se encontrarem nunca, nem mesmo na própria rua.

sexta-feira, junho 7

Leituras

A leitura de bons livros te proporciona uma visão de mundo diferente daquela que você está habituado. Quem lê com entendimento, escreve melhor, se expressa adequadamente, articula com eficácia e desenvolve um senso crítico apurado. 
Claudio Amarante

Super Heróis


Os rapazes querem ser o Homem de Ferro e a as moças a Viúva Negra, mas o que realmente somos é o Hulk… Temos uma besta fera dentro de nós, que desperta quando menos esperamos. Dê-lhe o nome que quiser. Pode ser ódio, amargura, talvez medo, inveja ou a ira, quem sabe uma ferida não cicatrizada, mas está ali, latente, somente aguardando o momento para se manifestar, e quando acontece… bom você sabe…Smash!

-Claudio Amarante

A infelicidade da Juventude

O que faz da juventude um período infeliz é a caça à felicidade, na firme pressuposição de que ela tem de ser encontrada na existência. Disso resulta a esperança sempre malograda e, desta, o descontentamento. Imagens enganosas de uma vaga felicidade onírica pairam perante nós revestidas de formas caprichosamente escolhidas, fazendo-nos procurar em vão o seu original.
 
Por isso, nos anos da juventude, estamos quase sempre descontentes com a nossa situação e o nosso ambiente, não importando quais sejam; porque lhes atribuímos o que na verdade pertence, em toda a parte, à vacuidade e à indigência da vida humana, com as quais só então travamos o primeiro conhecimento, após termos esperado coisas bem diversas. Ganhar-se-ia bastante se, pela instrução em tempo apropriado, fosse erradicada nos jovens a ilusão de que há muito a encontrar no mundo. Porém, é o contrário que acontece: na maioria das vezes, conhecemos a vida primeiro pela poesia, e depois pela realidade.

Na aurora da nossa juventude, as cenas descritas pela poesia resplandecem diante dos nossos olhos, e o anelo atormenta-nos para vê-las realizadas, a tocar o arco-íris. O jovem espera que o curso da sua vida se dê na forma de um romance interessante. Pois o que confere a todas aquelas imagens o seu encanto é justamente o facto de elas serem meras imagens, e não a realidade, e nós, por conseguinte, ao intuí-las, encontrarmo-nos na calma e na suficiência plena do conhecer puro. Tornar-se realizado significa ser preenchido pelo querer, que inevitavelmente produz dores. 

Arthur Schopenhauer

Sexo Verbal

Falar de sexo deveria ser algo que deveríamos tratar com naturalidade, assim como o sol que ilumina o dia e a chuva que molha a terra. Conversar sobre sexualidade não é errado, não é algo feio, que deve ser falado como que em sussurros com medo de ser mal compreendido, de ser rotulado ou mal interpretado.
Geralmente só falamos de sexo depois de termos feito alguma coisa que não esperávamos que acontecesse, pois pensávamos que tínhamos o controle da situação… fato é que nem sempre temos. Daí ficamos preocupados, ansiosos e sem ter a quem recorrer, saímos atirando perguntas para todos os lados, no afã de que alguém possa nos ajudar a recuperar nossa sanidade e dignidade, com palavras que venham ao nosso encontro.
Não rara, essas perguntas não são feitas aos nossos pais ou amigos mais íntimos, pois temos receio de sermos mal compreendidos, de sermos julgados, mas a desconhecidos que ganharam nossa confiança no anonimato das redes sociais. Ali entendemos que poderemos encontrar um porto seguro para nossas desilusões e respostas para nossas preocupações.
Sexo é bom, se feito no momento certo, com a pessoa certa, no tempo certo. Homem e mulher não foram feitos para ficarem sozinhos, ainda que alguns tenham o dom para tanto, mas ambos necessitam um do outro. O problema é que numa sociedade sexista como a nossa, o tema é  tratado de maneira leviana, fazer sexo se tornou imperativo, não importando as consequências.
Precisamos resgatar uma sexualidade sadia, comprometida com a valorização da pessoa, não mais objeto do outro, mas complemento, que  não tenha a vergonha de ser, que adiciona, que soma, que traz significado a nossa vida. Uma sexualidade responsável, que produza frutos de alegria e cumplicidade, fundamentada no amor recíproco dos enamorados e que pode e deve ser compartilhada de maneira saudável na família e na sociedade.
Quem tem ouvidos para ouvir ouça…
De alguém que sabe o que escreve…
Claudio Amarante

quinta-feira, junho 6

Pais e Filhos

“Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”
Colossenses 3:21
Sim, eu provoquei meu filho à ira, e o que eu ganhei com isto? Apenas ódio, ressentimento, culpa, opressão. Ele é apenas uma criança e quem teve uma atitude infantil foi eu. Pensei, refleti e percebi o como injusto fui para com ele. Pedi desculpas, pedi perdão, se ele entendeu, se compreendeu o que eu disse eu não sei. Só sei que precisa dizer, que precisava me reconciliar com ele, que precisava me libertar do peso da minha consciência dizendo-me que havia passado dos limites da boa convivência com meu filho.
Procurei me reconciliar com ele, enquanto é tempo oportuno, pois tem coisas que não podemos deixar para amanhã e quando se trata de família, eles devem ser a prioridade antes que seja tarde demais. Evitemos portanto, provocar nossos filhos com insinuações que causam coerção, constrangimentos e humilhações. O que eles precisam é do nosso apoio e compreensão para se fortalecerem e depois seguirem adiante com força, coragem e fé.
-Claudio Amarante

Nome aos bois

Assisti, por uma infelicidade do destino,
5 minutos de “televangelismo”
da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Não sei quantas vezes ouvi a palavra
dinheiro, oferta, dízimo
150, 100, 70, 30…
O negócio anda bombando,
até meu filho pequeno disse:
aquele homem vai ficar
com o dinheiro das pessoas…
Mudei de canal!

-Claudio Amarante

Cogito, Ergo Sum

                                    

Antes da palavra sair da nossa boca, ela já foi gerida, gestada no pensamento, em nossa mente, e por mais que dizem que falamos sem pensar, é um equívoco, pois pensamos tão rapidamente que não percebemos a velocidade que se dá as sinapses, e nos iludimos com tal percepção.
O que falamos reflete um pensamento que formulamos conscientemente, mas há aqueles que se formam em nosso subconsciente… nossa fala somente organiza e expressa tal idéia de forma a ser esta transmitida, ainda que muitas vezes mal compreendida.
Logo, somos o que pensamos, pois as palavras que dissermos ou escrevermos, podem apenas revelar uma faceta do nosso ser, mas não o todo, assim como eventualmente mascarar aquilo que de fato somos em nosso “eu” interior, com nossas ideologias e preconceitos que admitamos ou não, todos temos.
Cogito, ergo sum!

-Claudio Amarante
…o maior dano na vida é deixar para depois. É um defeito que nos arranca cada novo dia e nos rouba o presente, dando-nos a esperar o futuro. O maior obstáculo à vida é a espera, que se prende ao amanhã e arruína o hoje… Tudo o que acontecerá mais tarde é do domínio do incerto: viva desde já.

-Sêneca

terça-feira, junho 4

Quem é Você? Quem sou Eu?



Quem é você? Quem sou eu? Quem sou eu pra achar que o único modo de fazer as coisas é como eu faço? Quem sou eu pra achar que a única cor de pele adequada é a que eu tenho? Quem sou eu pra achar que o único lugar bom pra nascer foi onde eu nasci? Quem sou eu pra achar que o único sotaque correto é o que eu uso? Quem sou eu? Quem és tu? Tu és o vice-treco do sub-troço. Por isso que na minha vida, todas as vezes que alguém chega pra mim e fala: “Você sabe com quem está falando?”, eu falo assim: Você tem tempo? Senta aqui que eu vou te explicar.
— Mario Sérgio Cortella

Educar Filhos


Administrar uma empresa é mais fácil do que educar filhos. Lidar com as questões do primeiro pode ser extenuante, mas os filhos te levam no limite do suportável, nas fronteiras do ser, aonde nós realmente somos o que somos, enquanto pais. 
Mas falo de educar filhos, e não de criá-los, pois educar te exige mais do que apenas colocar comida no prato deles. Educar lida com questões do caráter e isso só o tempo dirá como vai ser. Afinal, lidamos com personalidades ímpares, com individualidades, com pessoas e não com um sistema de processos previsíveis do chão de fábrica. Embora alguns insistem em nos querer transformar em máquinas.

-Claudio Amarante-


Renato Russo afirmava que era “preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar para pensar, na verdade não há”. Com isso ele queria dizer que estamos sujeitos a finitude da vida neste espaço tempo, e o que importa antes de qualquer coisa é viver o momento presente, sem as neuras do que pode ou não acontecer amanhã.

-Claudio Amarante-
Limpei o vidro embaçado com a palma da mão e pude ver nitidamente: o caminho mais bonito é sempre o da ida, nunca o da volta. Sempre em frente.

Camila Costa

segunda-feira, junho 3



Há um velho provérbio que diz que você não pode escolher sua família. Você aceita o que o destino lhe dá. E gostando deles ou não, amando-os ou não, entendendo-os ou não, você se adapta a eles. Aí tem também aquele que diz que a família onde você nasce é simplesmente o ponto de partida. Eles te alimentam, te vestem e tomam conta de você até que esteja pronto para cair no mundo e encontrar sua própria família, sua tribo.

-Grey’s Anatomy

domingo, junho 2




Renovação espiritual é, algo que acontece no indivíduo, avivamento é algo que acontece na Igreja; despertamento é o resultado desse avivamento se impregnando nos porões da sociedade secular.

-Caio Fábio


Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nossa guerra é a espiritual. Nossa depressão, são nossas vidas.

-Clube da Luta