sexta-feira, junho 7

Sexo Verbal

Falar de sexo deveria ser algo que deveríamos tratar com naturalidade, assim como o sol que ilumina o dia e a chuva que molha a terra. Conversar sobre sexualidade não é errado, não é algo feio, que deve ser falado como que em sussurros com medo de ser mal compreendido, de ser rotulado ou mal interpretado.
Geralmente só falamos de sexo depois de termos feito alguma coisa que não esperávamos que acontecesse, pois pensávamos que tínhamos o controle da situação… fato é que nem sempre temos. Daí ficamos preocupados, ansiosos e sem ter a quem recorrer, saímos atirando perguntas para todos os lados, no afã de que alguém possa nos ajudar a recuperar nossa sanidade e dignidade, com palavras que venham ao nosso encontro.
Não rara, essas perguntas não são feitas aos nossos pais ou amigos mais íntimos, pois temos receio de sermos mal compreendidos, de sermos julgados, mas a desconhecidos que ganharam nossa confiança no anonimato das redes sociais. Ali entendemos que poderemos encontrar um porto seguro para nossas desilusões e respostas para nossas preocupações.
Sexo é bom, se feito no momento certo, com a pessoa certa, no tempo certo. Homem e mulher não foram feitos para ficarem sozinhos, ainda que alguns tenham o dom para tanto, mas ambos necessitam um do outro. O problema é que numa sociedade sexista como a nossa, o tema é  tratado de maneira leviana, fazer sexo se tornou imperativo, não importando as consequências.
Precisamos resgatar uma sexualidade sadia, comprometida com a valorização da pessoa, não mais objeto do outro, mas complemento, que  não tenha a vergonha de ser, que adiciona, que soma, que traz significado a nossa vida. Uma sexualidade responsável, que produza frutos de alegria e cumplicidade, fundamentada no amor recíproco dos enamorados e que pode e deve ser compartilhada de maneira saudável na família e na sociedade.
Quem tem ouvidos para ouvir ouça…
De alguém que sabe o que escreve…
Claudio Amarante

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